Somente com cascas e folhas você consegue fazer um dos melhores adubos naturais que existem, através da compostagem!
A compostagem é um processo biológico onde microrganismos e animais invertebrados transformam matéria orgânica, como frutas, cascas de ovo, fezes de herbívoros, pó de café e outros em uma substância homogênea, de cor meio castanha, com aspecto de terra e com cheiro de floresta. Esse adubo também é chamado de composto.
A compostagem é uma técnica que controla a decomposição dos materiais orgânicos para obter um adubo com a maior qualidade possível e em um curto período de tempo.
A compostagem geralmente ocorre sem a intervenção humana. Na natureza, os restos de animais e vegetais mortos são decompostos e transformados em húmus de forma espontânea.
No entanto, os humanos descobriram que é possível recriar esse processo de forma controlada e com um propósito específico: a fertilização.
E para ser realizada com qualidade, a compostagem precisa ter, em sua composição, uma relação balanceada entre materiais ricos em carbono, como palha, capim picado, casca de árvore, feno ou folhas secas, e em nitrogênio como, borra de café, folhas verdes, restos de alimentos crus e sem tempero.
Os microrganismos utilizam essas substâncias para metabolizar os materiais. Restos de carne, ossos, cinzas, bitucas de cigarros, cortiça, vidro e plásticos não devem ser colocados na compostagem.
É necessário agrupar o material que vai ser utilizado em uma pilha, em uma composteira ou um balde. Num local sombreado, para evitar temperaturas muito elevadas ou muito baixas.
É recomendado que a área seja plana, protegida contra o vento e de fácil acesso. Temperatura, umidade e aeração também são fundamentais para que a matéria orgânica seja decomposta nas melhores condições e com os melhores resultados.
O material rico em carbono deve ser cortado em pequenos pedaços e despejado em uma área limpa de forma espaçada para favorecer a aeração, pois é necessário a entrada de oxigênio dentro da sua compostagem.
Depois disso, é a hora de colocar as substâncias ricas em nitrogênio por cima da primeira camada e assim sucessivamente até chegar à quantidade desejada, sempre deixando as cascas cobertas pelo material seco.
Durante todo o processo é necessário molhar o composto periodicamente. Não deixando ficar seco nem encharcado
. Caso a mistura esteja seca basta regar, mas se estiver tudo muito molhado, adicionar folhas secas ou papel picado resolve o problema.
O composto tem que ser revirado, e caso necessário, molhado constantemente. Essa operação acelera a compostagem, impede o mau cheiro, equilibra a temperatura e trás oxigênio pra sua compostagem. O produto final é homogêneo, tem textura semelhante à terra, cor castanha e cheiro agradável demora cerca de 3 a 4 meses para ficar pronto.
Existem várias técnicas para realizar a compostagem, algumas delas são, Vermicompostagem ou compostagem com minhocas. As minhocas alimentam-se da terra e da matéria orgânica, que contribui com a decomposição dos resíduos e acelera o processo.
As minhocas vão formando túneis subterrâneos no composto. Essas “galerias” ajudam a oxigenar e umidificar o terreno.
Movida a energia elétrica, a Compostagem elétrica utiliza uma máquina que decompõe em até 24h todos os tipos de resíduos orgânicos, incluindo os de origem animal. O equipamento processa os restos de comida e transforma-os em adubo orgânico.
Outra opção é a Compostagem coletiva. Algumas empresas, cooperativas e outras instituições trabalham recolhendo o material orgânico para a produção do composto.
O lixo é recolhido de casa em casa e conduzido para a composteira mais próxima, ao invés de ir parar em aterros sanitários. Ao fim do mês, o cliente recebe uma certa quantia do adubo produzido.
Um exemplo da compostagem coletiva é a realizada na UFPB campus 1, onde existe um projeto de compostagem, que é parceiro da Comissão de Gestão Ambiental (CGA), e é coordenado pela Professora Cláudia Coutinho, do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental, do Centro de Tecnologia da UFPB.
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